MASP: A exposição Toulouse-Lautrec é imperdível! Mas não deixe de visitar o acervo permanente também! Pura cultura!

O MASP, um dos mais famosos museus de São Paulo, recebe até dia 01 de outubro, a imperdível exposição Toulouse- Lautrec em Vermelho. Um acervo riquíssimo de obras! Vale muito a visita!!

“Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um dos artistas europeus mais importantes da virada do século 19 para o século 20, momento decisivo para a arte moderna e palco para as transformações políticas, econômicas e sociais que até hoje marcam a vida nas cidades. Nesta exposição são apresentadas toda a sua produção, desde os primeiros anos, na década de 1880, até o fim de sua vida, e reunindo 75 obras e 50 documentos. Toulouse-Lautrec em vermelho faz alusão ao salão de entrada de uma luxuosa maison close parisiense, que o artista frequentou nos anos 1890 e onde criou uma relação de amizade com as mulheres que ali trabalhavam. Extrapolando os interiores do salão vermelho, a exposição traz uma profusão de personagens — burgueses, boêmios, trabalhadores, dançarinas e artistas que conviviam em Paris e que fizeram parte do círculo afetivo e artístico de Toulouse-Lautrec”



Mas estando por lá, não deixe de visitar o acervo permanente do MASP, o Acervo em Transformação, uma coleção vasta e rica de obras dos mais renomados artistas e expostas nos famosos cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi! E é realmente sensacional essa forma de expor as obras e a organização no espaço! Eu adorei!

A volta dos radicais cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi à exposição do acervo, apresenta uma seleção de obras provenientes de diversas coleções do museu, abrangendo um arco temporal que vai do século 4 a.C. a 2008. Os cavaletes tiveram sua estreia na abertura da atual sede do museu em 1968 e foram removidos em 1996.

A dimensão política de suas propostas é sugerida pela galeria aberta, transparente, fluida e permeável, que oferece múltiplas possibilidades de acesso e leitura, elimina hierarquias, roteiros predeterminados e desafia narrativas canônicas da história da arte. O gesto de retirar as pinturas da parede e colocá-las nos cavaletes aponta para a dessacralização das obras, tornando-as mais familiares ao público. Ainda, por outro lado, as legendas informativas colocadas no verso das obras, possibilita um primeiro encontro com elas livre de contextualizações da história da arte. Nesse sentido, a experiência do museu torna-se mais humanizada, plural e democrática”

Para quem puder, a dica é ir ao MASP na terça-feira, pois neste dia o ingresso é gratuito!

Para saber mais: http://masp.art.br/masp2010/